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Política para o Corpo Discente

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Política para o Corpo Discente
Resposta
19/12/13 11:02

Está aberta a discussão sobre o tema "Política para o Corpo Discente".

Leia o PDI vigente, bem como os documentos com o texto base proposto pela COPERA-PDI e também as discussões realizadas durante o fórum presencial realizado no dia 16 de outubro. 

Participe com suas sugestões para que possamos construir juntos o futuro da nossa Universidade.

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RE: Política para o Corpo Discente
Resposta
21/12/13 11:18 em resposta a Mauro Schramm.

1) Sobre Intercâmbio e internacionalização:

 

1.1) Sobre intercâmbio dos discentes FURB para o exterior 

A FURB deve proporcionar, incentivar e fortalecer a necessidade da internacionalização e dos intercâmbios em todas as áreas do conhecimento. Há acadêmicos das áreas de humanas, por exemplo, que falam inglês, alemão e espanhol, alguns já formados agora, que não participaram de qualquer programa de intercâmbio, principalmente porque tem enfrentado dificuldades em encontrar uma instituição no exterior, uma vez que grande parte das atualmente conveniadas dão suporte apenas a outras áreas. Mesmo algumas sinalizações de que é possível estudar humanidades e fazer intercâmbios nestas Ies do exterior conduzem apenas a algumas sub-áreas das humanas. Assim sendo, é preciso que a FURB estabeleça parcerias com pelo menos umas 5 IES em países diferentes (principalmente na Europa e Estados Unidos) que ofereçam possibilidades de intercâmbio na área de humanidades. 

1.2) Sobre intercâmbio dos discentes do exterior para FURB

A FURB deve proporcionar, incentivar e fortalecer o intercâmbio de discentes vindos do exterior para nossa IES, isto obviamente enriquece a formação não só dos nossos discentes, mas também dos docentes. Todavia, para além de ampliar esta mobilidade estudantil, a IES precisa também tomar o cuidado para não incentivar algumas áreas e se esquecer de outras. A FURB tentou parcerias na Irlanda, parece que na UCD (Dublin) não avançou, mas obteve sucesso em Limerick. Ótimo, pode significar muito para FURB. Mas para que áreas? Saúde? Engenharias? E o restante da Universidade? Aqui, novamente, lembra-se das Ciências Humanas, mas acredito que a observação também pode servir para Teatro, Música, Artes em geral, Letras e outros campos. Cadê os estudantes de Ies de país estrangeiro vindo estudar nestes cursos? É preciso que nestes cursos mencionados também tenham estudantes estrangeiros. Imagine nosso curso de música contando com estudantes de música de países africanos, de Cuba, dos Estados Unidos, da Alemanha, pelo menos uns 3 ou 4 por semestre, como enriqueceria o intercâmbio com os estudantes brasileiros? Que rica seria esta troca de linguagens musicais? O mesmo vale para as Ciências Sociais, Serviço Social, Moda, História, Letras etc. A FURB precisa trabalhar, divulgar e esclarecer melhor estas questões.

1.3) Sobre disciplinas em língua estrangeira.

1.3.1) É preciso ampliar a oferta de disciplinas em língua estrangeira para todos os centros da IES. Atualmente, apenas um centro as oferece. Novamente, trata-se da mesma concentração. Será que as outras áreas da IES não precisam de Internacionalização tanto quanto as já existentes? Por isso, sugiro a criação e distribuição de disciplinas em língua estrangeira por todos os centros da IES.  

1.3.2) Internacionalização não é inserir disciplinas para ensinar inglês (ou outro idioma) instrumental na graduação. É preciso garantir o acesso dos acadêmicos da FURB ao FURB idiomas, é lá, um dos principais lugares para aprender um idioma. Na graduação o que deve existir são disciplinas ministradas em língua estrangeira, e não só inglês, mas espanhol, francês, italiano, alemão e outros. Cada Centro da FURB deveria oferecer pelo menos 5 disciplinas em língua estrangeira. A FURB deve investir pesado em internacionalização.

1.3.3) Internacionalização com quem? A FURB está perdendo a oportunidade de promover mobilidade internacional também com países da América do Sul e Central. Isto deve ser melhor trabalhado. Entendo que as Ies de ponta estão em grande parte na Europa e Estados Unidos, mas a FURB deve estabelecer parcerias também com China, Índia, Japão, Países Africanos em Geral, Países Eslavos e América do Sul e Central. Estamos fortes com parcerias na Europa, principalmente Escandinávia, em especial a Suécia. Muitas negativas que a FURB obteve talvez fossem afirmativas nos diálogos com Marrocos, Moçambique, China, Índia, Polônia, Rússia, México, Argentina, Chile etc. Para resumir, o que a FURB poderia fazer: A) Solidificar e ampliar as possibilidades de intercâmbio com IES de ponta nos Eua e Europa para todas as áreas; B) Sem deixar de fazer o mesmo com os países do BRIC e outros que mencionei, até porque, Índia, China, Rússia e Japão estão entre os países que mais enviam estudantes para o exterior. Ou seja, a FURB precisa investir pesado em internacionalização. Deve fazer várias vezes mais do que faz atualmente.  

P.s É preciso evidenciar que estas reflexões não tem a mínima intenção de reprovar o trabalho da CRI, pelo contrário, é preciso parabenizar o que estão fazendo e a gestão superior, por apoiar, se envolver e entender a necessidade da internacionalização. Todas estas observações esperam apenas colaborar e proporcionar reflexões possíveis. Assim, agradeço pela existência desta instância (CRI), que qualifica nossa IES, parabenizo o Prof. David e toda sua equipe, estamos no caminho certo, é preciso apenas ampliar o que já fazemos.  

 


RE: Política para o Corpo Discente
Resposta
04/02/14 14:50 em resposta a Dominique Vieira Coelho dos Santos.

Com a finalidade de contribuir aos comentários, informamos que já temos convênios com aproximadamente 50 IES contemplando, de acordo com as características de cada IES, todas as áreas de conhecimento existentes na FURB. Continuamos a estabelecer novos convênios, principalmente quanto existe interesse entre os departamentos das Universidades em desenvolver projetos conjuntos e existe a efetiva participação de Docentes na promoção do intercâmbio, suporte ao processo de mobilidade.

Em alguns casos ficamos restritos ao domínio do idioma que se apresenta, assim como, a questão de custo da manutenção ou fomento destes projetos, tanto para o aluno como docentes e pesquisadores.

Estamos ampliando a oferta de IES conveniadas, na medida em que exista interesse mutuo. Também procuramos observar a semelhança do sistema acadêmico do país, considerando que o objetivo é de proporcionar o aproveitamento das disciplinas. Ao mesmo tempo também observamos a questão de reciprocidade quanto as mensalidades, pois é notório que as IES nos Estados Unidos, como exemplo, somente tem discutido o aceite de alunos com o pagamento de mensalidades.

Temos, a título de curiosidade,  articulações em andamento com uma Universidade na área de Moda e outra na área de musica e artes, esta última inclusive sendo convidada pessoalmente pelo nosso Reitor para participar do nosso Festival de Teatro. Lembramos que os convênios são bilaterais, e nem sempre a outra Universidade tem o interesse, ou pessoas interessadas, em desenvolver os convênios.

Em alguns casos, determinadas áreas e países, tem-se a condição de obter recursos para a promoção da mobilidade, oportunidades estas que estão sendo desenvolvidas pelos departamentos, centros e docentes, que vem facilitar este processo de mobilidade e troca de conhecimento.

Alguns destes casos, no que diz respeito ao estabelecimento de convênios, são morosos. Estamos, como exemplo, discutindo a possibilidade de estabelecer um convênio novo nas áreas de veterinária e engenharia florestal há 4 anos.

Quanto a vinda de discentes temos três considerações:

Falta de mais disciplinas em idioma estrangeiro; iniciativas estas que devem partir dos cursos ou centros, assim como devem ser disciplinas que proporcionem a possibilidade de acesso da maior quantidade possível de discentes, inclusive dos estrangeiros.

Falta de Professores e Alunos engajados no processo de recebimento e apoio aos discentes;

E, infelizmente, uma péssima imagem do Brasil no exterior, no que diz respeito a segurança, intraestrutura, saúde e educação.

Não estamos restringindo de forma alguma as áreas e tão pouco, a origem dos alunos.

Concordamos que é necessário atrair mais alunos, de todas as áreas, para nossa instituição.

Quanto a oferta de disciplinas em outro idioma devemos observar que o idioma inglês é o idioma franco na educação. Podemos considerar o idioma espanhol como um dos mais relevantes, porém temos limitação de docentes que dominam este idioma, e, ao mesmo tempo, por uma questão econômica, os discentes dos países que tem este idioma como língua principal, têm enfrentado problemas financeiros, restringindo a capacidade de realizar o intercâmbio.

Também devemos considerar que temos um número limitado de Docentes que tem a habilidade de lecionar em outro idioma, pois não basta ter o domínio do idioma, também é necessário se ter a habilidade de lecionar em um ambiente multi-cultural, respeitando as diferenças existentes quanto a formação anterior, credo, cultura, etc.

Isto vem sendo feito, porem IES nos Estados Unidos somente tem discutido o aceite de alunos com o pagamento de mensalidades e alguns dos outros países têm limitação financeira ou tem uma péssima imagem do nosso país. Não obstante, há também a necessidade das áreas e Docentes colaborarem no processo, pois vários convênios tem a finalidade de evoluir na produção científica conjunta.

Agradecemos esta reflexão e tenham certeza de que queremos evoluir neste processo.


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